Toda manhã assisto o noticiário, principalmente, para saber se existe alguma irregularidade com os meios de transporte, já que dependo deles para chegar ao trabalho.
Hoje, como rotineiro, assisti diversos canais que só divulgavam a má educação da advogada de defesa do caso Eloá – que me perdoem – não me diz o menor respeito. Sabemos que Lindenberg será julgado, pegará uma pena alta e a justiça (justiça?) brasileira que de cega não tem nada (nada?) o deixará preso somente 30 anos, prazo máximo da lei penal no Brasil; não dá orgulho de ser brasileiro nessa hora?
Sem quaisquer informações – chamemos – úteis, fiz o meu caminho e ao chegar à estação me deparo com uma senhora, que não trabalha na CPTM, informar que havia morosidade na chegada dos trens. Plataforma lotada e o motivo outra senhora, que também não trabalha na CPTM, divulgou a todos: “Dois trens chocaram-se na estação Vila Clarice”. É claro que o cidadão que paga R$ 3,00 por viagem não precisa saber o que aconteceu formalmente, só me restou esperar à chegada da composição e viajar esmagada entre bolsas, empurrões e a educação do povo que também não anda lá essas coisas.
Para uma manhã completa, o metrô sentindo Corinthians/Itaquera estava com um problema na estação República com normalização prevista para acontecer em dez minutos. Àqueles MAIS dez que usei só subir as escadas na transferência para o metrô, àqueles MAIS dez que deixaram plantada na plataforma sem explicação alguma, àqueles MAIS dez que aumentaram na condução. Por fim, cheguei ao trabalho com atraso e uma história que aos ouvidos do empregador sempre são incabíveis. São tantas intempéries que nem quem estava lá consegue acreditar.
No país onde pagamos quase 60 impostos – o número mais alto dentre todos os outros -andamos em trens caindo aos pedaços, que se chocam e se atrasam, em ônibus sem manutenção em um trânsito caótico e daqui por diante, uma lista infindável do que podemos dizer em alto e bom tom: UMA VERGONHA GERAL!
Será que algum dia seremos o tal país de 1º mundo que aspiramos tanto? No fundo acho que, com “aquele jeitinho”, até que poderemos ser, a questão é: Quem, daqui, vai viver para contar essa história? Aparentemente só sem elas que o “Brasil – País de todos” conseguirá ir pra frente.

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